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José Antonio Hoyuela Jayo

Brasiles Hispánicos (1580-1640): Recuperando la memoria oculta de la Unión Ibérica

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Brasiles Hispánicos (1580-1640): Recuperando la memoria oculta de la Unión Ibérica

La Asociación Cultural Héroes de Cavite se enorgullece de presentar el primer número de «Brasiles Hispánicos (1580-1640)«, una obra fundamental del doctor arquitecto José Antonio Hoyuela Jayo. Esta revista recupera un capítulo decisivo pero injustamente ignorado de la memoria de la hispanidad: las seis décadas en las que las coronas de Castilla y Portugal se integraron bajo los reyes Felipe II, III y IV.

Durante el periodo de la Unión Ibérica, Brasil dejó de ser una periferia pasiva para convertirse en un escenario geoestratégico de primer orden de la Monarquía Católica y un dinámico laboratorio de mestizaje y adaptaciones administrativas. A través de una mirada holística, el autor nos invita a deconstruir viejas fronteras políticas y mentales, recorriendo el dinámico espacio comprendido entre el Tratado de Tordesillas de 1494 y el Tratado de San Ildefonso de 1777-1778.

 

Los grandes temas que aborda este número:
  • Geopolítica y la disolución de fronteras: Durante estos sesenta años de Unión, la rígida línea de Tordesillas se diluyó en la práctica. La Corona impulsó una ocupación efectiva hacia el norte amazónico y el sur platense, expandiendo los límites territoriales y fundando un rosario de más de cien fortificaciones que defendieron las rutas imperiales. Se analiza además la creación del Estado de Maranhão y Gran Pará en 1621 por Felipe IV, consolidando la realidad histórica de los «Brasiles».
  • El armazón jurídico e institucional: Se detalla la compleja hibridación de leyes y procedimientos administrativos. Destaca la aplicación de las Ordenações Filipinas (1603)—el código legal más duradero de la historia brasileña, que rigió su vida civil hasta el siglo XX—, la creación del Consejo de la India portuguesa (1604) y el establecimiento en 1609 del Tribunal da Relação da Bahia, la primera corte superior de apelación de la América portuguesa. Asimismo, examina el papel de las visitas del Santo Oficio y las leyes complementarias de protección indigenista que declaraban a los indios vasallos libres de la Corona.
  • Revolución económica y moneda global: La revista explica la explosión de la economía azucarera, la industria ballenera y la explotación de recursos como el pau-brasil (regulado de forma pionera por el Regimento de 1605, que introdujo criterios tempranos de conservación forestal). Todo este complejo comercial se vinculó al circuito global mediante las Casas da Balança y aduanas (como el Paço do Ver-o-Peso en Belém o en Río de Janeiro) y la circulación del Real de a Ocho castellano de plata, la primera divisa mundial y antecedente directo del posterior real brasileño.
  • Urbanismo de «estilo chão» y arquitectura de defensa: La defensa y el poblamiento del litoral se entrelazaron de manera inseparable. El volumen expone la edificación de baluartes adaptados al trópico de la mano de grandes ingenieros de la Corona (como Bautista Antonelli o Francisco Frias da Mesquita) y de los propios jesuitas. En el ámbito urbano, el «urbanismo evangelizador» de las órdenes religiosas reconfiguró las ciudades en torno a la tríada de plaza-iglesia-convento, imponiendo fachadas de sobrio estilo chão manierista que albergaban deslumbrantes interiores barrocos.
  • Espiritualidad, misticismo y devoción: Un análisis del intenso flujo de misioneros, de textos de mística española (como Santa Teresa de Ávila) y de devociones marianas peninsulares fuertemente arraigadas en el imaginario popular del Brasil colonial, tales como el Pilar, Montserrat, la Candelaria y Copacabana.
  • Ciencia, lengua y cultura: Desde la publicación en 1595 de la Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil del jesuita José de Anchieta—que estandarizó el tupí antiguo como «lengua general» de comunicación—, hasta los atlas cartográficos de la familia Teixeira Albernaz. También aborda las representaciones teatrales de la época, como la comedia El Brasil Restituido de Lope de Vega (1625), que narró la célebre reconquista luso-castellana de Salvador de Bahía en 1625.
  • Una unión iberoamericana renovada en el siglo XXI: En los capítulos finales, Hoyuela Jayo propone utilizar las lecciones de este legado interoperable de lenguas, patrimonio, ciencia y administración para construir una alianza iberoamericana contemporánea basada en el multilateralismo, la sostenibilidad ambiental y la transferencia de conocimiento bilingüe.

 

 

– Enlace al número de la revista Brasiles Hispánicos (1580-1640) (pulse aquí, 53,4 MB)

 


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Brasiles Hispánicos (1580-1640): Recuperando a memória oculta da União Ibérica

A Associação Cultural Héroes de Cavite tem a honra de apresentar o primeiro número de Brasiles Hispánicos (1580-1640), uma obra fundamental do doutor arquiteto José Antonio Hoyuela Jayo. Esta revista resgata um capítulo decisivo, mas injustamente ignorado da nossa memória comum: as seis décadas em que as coroas de Castela e de Portugal se integraram sob os reis Filipe II, III e IV.
Longe de ser uma periferia secundária, o Brasil filipino ergueu-se durante o período da União Ibérica como um cenário geoestratégico de primeira ordem da Monarquia Católica e um dinâmico laboratório de hibridização e hibridismo administrativo. Através de uma perspetiva holística, o autor convida-nos a desconstruir velhas fronteiras políticas e mentais, percorrendo o dinâmico espaço compreendido entre o Tratado de Tordesilhas de 1494 e o Tratado de Santo Ildefonso de 1777-1778.

 

Os grandes temas abordados neste número:
  • Geopolítica e a diluição de fronteiras: Durante estes sessenta anos de União, os limites rígidos de Tordesilhas diluíram-se na prática. A Coroa promoveu a ocupação efetiva em direção ao norte amazónico e ao sul platense, expandindo os limites territoriais e fundando um rosário de mais de cem fortificações que defenderam as rotas imperiais. Analisa-se também a criação do Estado do Maranhão e Grão-Pará em 1621 por Filipe IV, consolidando a realidade histórica dos «Brasiles«.
  • O arcabouço jurídico e institucional: Detalha-se a complexa hibridização de leis e procedimentos administrativos. Destaca-se a aplicação das Ordenações Filipinas (1603)—o código legal mais duradouro da história brasileira, que regeu a sua vida civil até ao século XX—, a criação do Conselho da Índia português (1604) e a fundação, em 1609, do Tribunal da Relação da Bahia, o primeiro tribunal superior de apelação da América portuguesa. Examina-se também o impacto das visitas do Santo Ofício e a legislação de proteção indígena que declarava os índios vassalos livres da Coroa.
  • Revolução económica e moeda global: A revista detalha a explosão da economia açucareira, a indústria baleeira e a exploração de recursos como o pau-brasil (regulado de forma pioneira pelo Regimento de 1605, que introduziu critérios ecológicos de conservação florestal). Todo este complexo comercial foi interligado ao circuito global através das Casas da Balança e alfândegas (como o Paço do Ver-o-Peso em Belém ou no Rio de Janeiro) e a circulação do Real de a Oito de prata castelhano, a primeira divisa global e antecedente direto do real brasileiro.
  • Urbanismo de «estilo chão» e arquitetura militar: A defesa e o povoamento do litoral caminharam de mãos dadas. A obra expõe a construção de baluartes adaptados ao trópico pela mão de grandes engenheiros da Coroa (como Battista Antonelli ou Francisco Frias da Mesquita) e dos próprios jesuítas. No plano urbano, o «urbanismo evangelizador» de jesuítas, franciscanos, beneditinos e carmelitas reconfigurou a morfologia urbana a partir da tríade praça-igreja-convento, gerando fachadas de sobrio estilo chão (maneirista/herreriano) sob interiores ricamente barrocos.
  • Espiritualidade, misticismo e devoção: Uma análise da intensa circulação de missionários, de textos de mística espanhola (como Santa Teresa de Ávila) e de imagens sagradas que se enraizaram no imaginário popular do Brasil, destacando-se as devoções marianas de origem espanhola como Nossa Senhora do Pilar, Montserrat, Candelária e Copacabana.
  • Ciência, língua e cultura: Desde a publicação em 1595 da Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil, obra do jesuíta José de Anchieta que estandarizou o tupi antigo como «língua geral» de evangelização, até aos meticulosos atlas geográficos da família Teixeira Albernaz. Destaca-se também a dramaturgia barroca, como a comédia El Brasil Restituido de Lope de Vega (1625), que elevou a reconquista de Salvador da Bahia em 1625 a um símbolo de glória conjunta luso-castelhana.
  • Uma união ibero-americana renovada no século XXI: Nos capítulos finais, Hoyuela Jayo convida a refletir sobre a possibilidade de uma «união ibero-americana renovada» no presente. Num mundo fragmentado, recuperar esta memória de cooperação partilhada, saberes, infraestruturas bilingues e património comum surge como um horizonte para gerar valor público regional, sustentabilidade e inovação conjunta no século XXI.

 

 

– Link para a edição em português da revista Brasiles Hispânicos (1580-1640) (clique aqui, 55,9 MB)

Artículo publicado originalmente en José Antonio Hoyuela Jayo el .

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